Caneca com arte e poesia escritas por Jairo Pereira

Texto da caneca:

Saudação

O tambor quando bate
Espanca o mal da alma
Assim eu tive tempo
Pra pensar o desaforo
Confesso que meu consolo
Foi ver os pequenino
Dançando de pés descalços
Pro santo chegar sorrindo
Cás costas envergadas
Velhice e chibatada
Sinto o corpo que treme todo
Traz café e um bom palheiro
Quando ele vem de Aruanda
O seu ponto é certeiro 
Cuidado cambone novo
Sinhozinho não vai pisa nesse terreiro!
Ele que trate de ficar atento
Mandingueiro é de revidar
Se já tinha medo de macumbeiro
Pior vai ficar
Porque com esses não tem força
Nem castigo, nem sentença
Vai achando que preto velho
Só ensina "paciência"
Da um trago na fumaça
Seu rito defumador
Pega um punhado de ervas
E abana a dor pra fora
Seu cavalo aqui só olha
Meu corpo pra seu trabalho
Você te medo e não entende
Mas isso é um santuário
Ouve os cantos de Cambinda
São guerreiras e guerreiros
Gente forte e de luz
Que morreu no cativeiro
Você esqueceu da história
Por isso hoje bate no peito
Beija a mão do sinhozinho
Festejando ser BRASILEIRO.
Preto velho não descansa
É ele que cura minha loucura
Quando o peito sangra e explode
Quando queima em mim a fúria
Vó Ditinha me põe no colo
Canta pra mim sua cantiga
Costura o peito rasgado
E limpa minhas feridas
É quando volto pra dentro
Num giro que me concentra
Tambor parando com calma
Uma voz me orienta
Não desista
E agradeça
- Adorei as Almas!

Caneca Saudação Preto Velho

R$ 70,00Preço